terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Amor em Pedaços


É um fiasco o amor em pedaços,
Nos tira do casco e torna-se alvo
De um ser malogrado em amor que acabou,
Sem êxito, enfermo, se despedaçou.

O amor em pedaços que parte,
Em porções desoladas embatem,
Contra um muro de pedras que se edificou,
O amor que foi e não voltou.

Em pedaços, cada um pro seu lado,
Alado voou.
Se foi em pedaços, aos poucos
Um amor que foi mouro, não fortificou.

Em pedaços o amor se partiu,
Pois amor não sentiu quando se doou,
E agora assentiu, que o amor só se foi,
Quando não permitiu se vestir de amor.

E então percebes o que era o amor,
Que em pedaços te despedaçou,
Um amor que se foi, um amor que sentiu,
Um amor que esgotou, porque se proibiu,
Sentir dantes o que era o amor!

Se foi e não voltou, em pedaços ficou!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Poeminha da Adolescência

Eu te Amo

Eu te amo doce e linda
Mais que tudo nessa vida
Eu te amo minha paixão

Eu te amo bela flor
Eu te amo meu amor
Eu te amo coração

Eu te amo minha princesa
Eu te amo minha alteza
Eu te amo sedução

Eu te amo minha donzela
Eu te amo jóia bela
Eu te amo tentação

Eu te amo bem querer
Como é bom amar você
Eu te amo de montão

Poema criado em 1994 com 14 anos de idade



quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Saudade


Suspiros vazios de saudade,
estás tão perto, mas tão distante!
Caminho e a frente a verdade,
de que a saudade a leva pra longe.

Ah como a saudade mata!
Como um nó na gravata que sufoca,
que isola e não folga, só aperta,
e deixa a alma deserta,
de seu eu que não volta.

Bates na porta e não vem,
saudade adentra, sem pedir licença,
se assenta e observa a espera de alguém.
Quanto desdém que ela tem!

Saudade que mata, saudade que enferma.
A cura? livra-me da sua espera! Sensata.
Debelo a saudade e o nó se desata,
a sua presença me trata a doença, e me farta,
em sua incumbência de matar a saudade de alguém.

Ah! Como ao seu lado me sinto tão bem!

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A Moça da Janela


Uma moça e duas janelas
Moça bela e estonteante
Aos olhares vigilantes
Altivados a procura da donzela

De qual janela se veria a bela?
Prostrados eternas noites
Boêmios de rico afoites
E seus olhos às olhadelas

Eram sim duas janelas
Mas nem todas as noites
Olhares empertigados
viam na sacada tal donzela

Janelas sem cores sem ela.
Mesmo incertos, rapazes
Pernoitavam com êxtase
Embaixo das janelas

Jamais saberiam qual era a dela,
Bastavam-lhes quimeras
Pra abastecer-lhes a mente
Com a moça da Janela.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Seu Jardim


Você vai lembrar ao ouvir os versos suspirar...
em meu jardim preparado pra borboleta pousar...
Serei o casulo seguro, um jardim maduro,
ornado de flores pra te inspirar...

fábula encantada, bailarina alada,
paira nos mistérios de belos bater de asas....
atenta-te pras cores, pra mensagem das flores,
pro bulício das árvores, que formam versos diversos
coonestados de afetos...

pouse pra ouvir meu sussurrar!

borboleta formosa a pairar, a bailar, a voar!
Pelo ar em meu jardim, iluminado de seu luminar.
Cada bater de asas faz meu coração pulsar,
Óh borboleta bendita, bem quista, conquistastes teu espaço,
A tenho de bom grado, sou jardim encantado, pra você cultivar,
Flores a te abraçar, pra você pousar, se deliciar...

Sou jardim renovado, farto de odores, de cores pra te encantar.
Fantasia congênita, atraído por tua presença a me presentear,
Tira-me o resguardo, deixa-me aguado,
flora-me com tua dança que emana ao seu voar,
Borboleta, desenhada silhueta, no meu plano a piruetas pelo ar.
Sou jardim encantado a te esperar!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Lá na Roça


Ó pro cê vê moço
Lá na roça tem caninha
Lá na roça tem galinha
Lá também tem tira gosto

Ó moço, presta atenção
Construí minha casinha
Num pedaço de terrinha
E comprei um alazão

Tempo ruim num tem lá não
Lá num tem curriria
A vidinha é tranquilinha,
Prosa, causo e diversão

Ôh moço, num reclamo não
Óia só a vida na cidade que desgosto
Óia o preço do feijão,
Se quero água vou no poço
Se quero comida tiro do chão


Oh cumpadi como ser caipira é bão.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Belo Horizonte

Imensidão brilhante de formas estonteantes
Do alto da serra, avisto seus montes
Arquiteturas viris, monumentos brilhantes
Planejada supera-se em moldes gigantes.
 
Sua noite é bela, agitada ou calma
Sua gente prospera, na hospitalidade concreta,
De visitas variadas.
Cordialidade da alma!
 
Há verde em progresso, em parques diversos
Em águas iluminadas. Riquezas das artes expostas
Em diversidades de gêneros e amostras
Exibindo culturas de grandes sucessos,
 
Tem praças encantadas que dita liberdade,
De casais que namoram ao luar da cidade,
Das noites amantes, serestas em festas,
De canções empolgantes, suaves e honestas!
 
Imensidão brilhante de formas estonteantes
Do alto da serra, avisto seus montes,
O sol nascendo e se pondo. Uma lua irradiante!
Por isso te chamam de Belo Horizonte!

 

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Canção de Sonhos

Quero fazer destes versos uma canção
Com belas palavras de amor e sonhos,
Num esplendor de teus lábios risonhos,
Com je t'aime e um I love you de refrão,

Quero cantar a canção ninando o teu sono,
Fazer-me dono honroso do seu coração,
Sentir-te, afagando teu rosto com afeição,
Com emoção a cada verso que componho,

Versos de adoração, união de amor e paixão,
Deponho meus sonhos nesta canção de sonhos,
Exponho ternura, dou-te as mãos… e o coração.

É o coração que faz a percussão que acompanho,
Volto ao refrão: je t'aime, I love you eu declamo,
Canto um encanto súbito e recomponho a canção!
28/10/2008